Não poderiamos deixar de comentar o fato acontecido no final do mês de outubro na UNIBAN onde uma aluna foi rechaçada, julgada e expulsa da universidade por estar usando uma mini saia. O vídeo é uma barbarie medieval e se a polícia não chega, acerdito que teriamos um desfeche mais humilhante e trágico ainda.
Não podemos julgar comportamentos isolados ou a maneira de se vestir de uma pessoa. Mas podemos julgar um ato de preconceito de ofensa e de racismo.
Sempre disse em meus comentários que precisa ser MUITO mulher para usar um vestido vermelho.
Um dos temas que criamos no nosso ultimo tema do DVD de tendências do verão 2010 (autoria da Mary Yaghi e minha) foi a Santa Profana, aonde foi explorado esta dualidade da mulher e a flexibilidade de uma roupa poder ser usada de dia e com alguns complementos ser usada a noite. Esta dinâmica esta cada vez mais presente na moda e nas coleções.
No dia de hoje, estamos comemorando 20 anos da queda do muro de Berlim que representou um dos ultimos elos do socialismo radical e não podemos de maneira nenhuma aceitar atitudes coletivas com esta.
A moda sempre foi e sempre será uma maneira de se expressar, independente de sexo, religião ou atitude. Qualquer tipo de censura é censurável. Minha mãe sempre me falava, ” quer aparecer coloca uma melancia no pescoço”. A dois dias, estava na loja do Ronaldo Fraga em BH (vai ter uma postagem especial sobre isso) e vi passar uma bicicleta tocanto um bate estaca tecno numa altura absurda e todos se divertiam ao ver a cena. Figuras deste tipo existem em todos os lugares.
Enfim, a Comunidade Moda repudia fatos como este. Repudia qualquer tipo de preconceito e principalmente repudia a censura.
O ANTI-MARKETING
Vimos aqui, um exemplo do anti-marketing ou o marketing negativo. A UNIBAN julgou, expulsou e pasmem, publicou o veredicto. Com certeza a UNIBAN vai levar alguns anos para se recuperar um respeito que deve ter sido contruido em muitos anos e com muito dinheiro.
A MÍDIA INTERNACIONAL
A informação sobre a expulsão da ex-estudante de turismo da Uniban Geisy Villa Nova Arruda, 20 anos, foi repercutida na mídia internacional neste domingo. Jornais como o americano The New York Times e as publicações do Reino Unido Telegraph e Guardian divulgaram a decisão da universidade de expulsar a estudante, que foi xingada pelos colegas por causa do vestido que usava.
No texto do The New York Times, são destacados detalhes sobre o momento da agressão na universidade e sobre a divulgação de um vídeo no site Youtube com imagens do ocorrido. Além disso, o jornal finaliza o artigo dizendo que “apesar do Brasil ser conhecido pelo seus trajes modestos, especialmente nas cidades de praia, a maioria dos estudantes universitários vai ao campus usando jeans e camisetas”.
No Telegraph e Guardian a expulsão da estudante também ganhou destaque. Com o título Estudante brasileira expulsa por usar mini-saia na aula, o Guardian afirma que a universidade acusou a estudante de “posar para fotos e provocar outros estudantes”. Já o Telegraph destaca que a universidade disse que a jovem desrespeitou “princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade”.
Paulo Fernando – Comunidade Moda (vídeo youtube)
www.comunidademoda.com.br
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5 Comentário
Eu fiquei pensando…saia curta, ok. Decote discreto, correto, Salto alto, alonga as pernas, que diga-se de passagem são grossas bem torneadas apropriadas ao uso de uma saia curta. O corpo do vestido é soltinho não marca nada. Look lindo! Aonde esta mesmo o problema?
O falso moralismo desses estudantes é no mínimo hipócrita. Faltou respeito ao direito da jovem de ir e vir com a roupa que achar conveniente. Se apropriada ou não ao ambiente universitário, mesmo assim não requeria uma reação coletiva de preconceito explícito.
Vale lembrar que nos anos 60 eu era uma jovem e usava mini saia constantemente no colégio e a reação dos meninos era bem diferente. E isso numa época que havia ainda um ranso de tabus de séculos. Nunca fomos hostilizadas.
Os dois comentários, bem como o texto aqui acima exposto, na minha opinião, tem o lado correto em dizer que não há problemas em se vestir como quiser, seja ela na faculdade, no ônibus, na rua, ou em alguma casa noturna (festa, etc). E a atitude da Instituição de Ensino, infelizmente pecou e muito em sua atitude de expulsar a aluna, no momento revogada por parte dos mesmos, o que demonstra falta de direcionamento e até de conhecimento por parte dos mesmos. Em tudo eu diria!
Eu assisti e li algumas matérias sobre este caso e acredito que o problema não foi a roupa e sim, a atitude em que ela teve ao usá-la naquele dia e no local onde estava, foi a união da auto-estima dela que a levou a demonstrar gostar de início dos comentários (ainda normais) de alguns alunos, mas ela não se intimidou e (corretamente) continuou a caminhar para sua sala de aula, porém por uma passagem (rampa) onde evidenciaria sua sensualidade, o que ela poderia ter evitado, fazendo o outro caminho ali disposto na faculdade, fato que levou a união em massa de outros alunos.
De forma alguma concordo com a atitude dos mesmos e também não acho que é justificável, a situação se perdeu pelo fato de que mais alunos se aglomeraram e a maioria gritou sem saber o porquê.
Mas tenho certeza de que se ela estivesse apenas mudado algumas atitudes em relação aos comentários recebidos de início, nada disso teria ocorrido, não a enxergo como vítima por completo.
Vocês que tem conhecimento de vestuário, sabem melhor do que ninguém que a roupa transmite muito mais do que imaginamos e através disso iniciou-se o julgamento da aluna, o resto foi consequência de como ela “carregou” o que estava vestindo..
Se este tipo de vestido fosse ridicularizado em qualquer local, o que seria das meninas que saem a noite para festas ou até durante o dia em shoppings? com vestidos ou mini-saia e ainda no mesmo look um decote profundo??
Por isso, na minha opinião, acredito que o controle da situação e do que desejamos para nós, depende e vai além do que vestimos, é a nossa conduta ao saber o que desejamos exteriorizar aos outros.
Temos o direito de ir e vir, sendo longo ou não, esse caminho é uma questão de ponto de vista. Vejam só que caminho longo e tortuoso da própria instituição em resolver o fato. Fato esse que poderia ter sido tão somente, pelos alunos, um simples comentário, um olhar de reprovação e mais nada. Mas quem desmoralizou a instituição, a bela de olhos verdes? Minha opinião é contrária, a desmoralização foi de todos que em um ato selvagem e irracional a vaiaram, filmaram, fotografaram, xingaram,…. e depois colocaram num veículo de comunicação o fato derradeiro, onde todos poderiam ver, a tal instituição “sagrada”, segundo eles. Olha aí minha gente o feitiço contra o feiticeiro.
E para abrir mais uma janela para polêmica, pergunto: Se para uma entrevista de empregos temos regras de conduta, assim como tanto outros eventos sociais formais, será que não deveríamos fazer um treinamento em nosso cotidiano onde nos dará suporte para essa vida que nos espera?
O que vc acharia de ir ao cinema e lá se deparar com criancinhas apimentadas, e elas não deixassem que o objetivo de ver o filme se executasse devido suas travessuras. QQ um se irritaria. Com quem???? COM OS PAIS… eles são os termometros de uma sociedade que muito tempo vejo órfã. É em casa que aprendemos discernimento, boa vontade, respeito, companheirismo, tolerância, e outras coisitas que evitariam que ambos os lados se excedessem.
Um abraço, meus caros.
ACHEI RIDICULO….UMA ESTUDANDE NAO RESPEITAR UM AMBIENTE DE ENSINO..O AUEEE QUE OUVE AINDA FOI POUCO….SI NAO FOI EXPULSA ..SORTE DELA…AINDA ESTAO QUERENDO INDENISACAO….SERIA MUITO…ACHO QUE ERA ISSO QUE ELA QUERIA….PENSEM NISSO….
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