Dora Bria
Morreu ontem em um acidente, a velejadora Dora Bria. Uma mulher que abriu espaço no esporte e nas conquistas. Foi uma das primeiras praticantes do windsurfe no Brasil um esporte que na época era considerado masculino.
Com seu charme e beleza rapidamente virou musa do esporte e ícone de saúde, dedicação e talento. Com 49 anos, tinha cara, atitude e principalmente corpo de menina o que prova, que não existe envelhecimento, existe sim, é vontade de viver e viver com saúde. Pena…
Parabéns menina!
Que você, de onde estiver, traga bons ventos ao esporte que você amou. Que sua vida, continue sendo um exemplo de vida saudável de determinação, charme, talento e beleza. (PF)
Biografia
Nascida no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 19 de julho de 1958, Dora Bria era filha do romeno Vasile Bria e da brasileira Dora Bria (mesmo nome que o seu) e tinha apenas um irmão, Mauro Bria, quatro anos mais velho. A relação de Dora com o mar começou na infância, quando freqüentava a Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com sua família.
Apaixonada por esportes, Dora praticou vôlei no time do Colégio Marista São José, no Rio de Janeiro, dos 14 aos 18 anos de idade. Após matricular-se na Faculdade de Engenharia Química da UFRJ, na Ilha do Fundão, Dora passou a ter dificuldades de treinar vôlei de quadra e foi jogar na Praia da Barra da Tijuca com alguns amigos. Mais tarde, por influência do então namorado Eduardo Cestari Campos, aprendeu a velejar e se apaixonou imediatamente pela nova modalidade.
Seus primeiros barcos foram das classes Laser e Hobbie Cat 14, que utilizava na Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A mudança para o windsurfe aconteceu também por insistência de Eduardo, mas Dora não cedeu facilmente, já que considerava um esporte “masculino” e de “muita força”. Entretanto, na primeira vez que tentou velejar sobre a prancha, mesmo com algumas quedas, Dora Bria apaixonou-se pelo esporte e nunca mais o deixou.
Primeiro patrocínio veio na década de 80
Disposta a completar os estudos universitários, Dora demorou a começar a competir no windsurfe. Diversas tentativas de emprego malsucedidas, no entanto, aproximaram Dora da prática profissional.

Bonita e dedicada, Dora Bria chamava a atenção dos praticantes do windsurfe por sua facilidade em velejar em pranchas pequenas, como as de surfe. Na década de 80, Dora já participava de competições oficiais e obtinha seus primeiros patrocínios, que lhe garantiam apenas roupas e velas para a prancha. Mais tarde, novos patrocínios apareceram e Dora conseguiu melhorar sua participação nos circuitos internacionais.
O primeiro foi no Havaí, em 1985, quando Dora competiu com outras 32 esportistas mulheres. Dora foi a primeira brasileira a disputar o Circuito Mundial Profissional de windsurfe (PBA, hoje conhecido como PWA). De 1990 a 2000, dominou o cenário do esporte no Brasil, conseguindo algum destaque internacional. Nem mesmo a malsucedida migração para a categoria de pranchas grandes, com o intuito de disputar as Olimpíadas de Atenas, em 2004, tirou de Dora Bria o interesse pelas ondas e pelo windsurfe.
Em 2000, Dora encerrou sua carreira como windsurfista profissional, defendendo o Vasco da Gama, seu time de coração, após conquistar seis vezes o título de campeã brasileira, tricampeã sul-americana, e ficar entre as cinco melhores do mundo em ondas grandes entre 1990 e 1995, no Havaí.
Nos dois anos seguintes, Dora ministrou clínicas de windsurfe em todo o Brasil, e em 2003 cursou Gestão de Esportes em São Paulo. Além do destaque no esporte, Dora Bria foi madrinha de bateria da escola de samba Tradição, no Rio de Janeiro, em 2002, após posar para duas revistas masculinas: a “Playboy”, em 1993, e a “Sexy”, em 2000.
Os principais títulos foram: tricampeã sul americana em slalom; hexacampeã brasileira nas ondas; vice-campeã havaiana em 1997; vice-campeã americana em 2000 e participou de 4 torneios da ESPN Wahine Classic, no Hawaii, de 1992 a 1995, nos quais conseguiu um quinto lugar, dois terceiros e um quarto, disputando com um total de 24 a 32 mulheres de todo o mundo.
(fontes: O Globo, site oficial Dora Bria e OESP)
3 Comentário
Linda materia!!!!
O Rio de Janeiro chora pela perda dessa pessoa maravilhosa, exemplo de atleta , mulher, vencendo sempre desafios dentro oufora do mar..
Que DEUS a receba de bracos abertos…
Deixa saudades….
Assim como o Pepe da asa delta Senna da F1 Dora entra pro hall de nosso idolos inesqueciveis….
Parabens Paulo pelo texto e belas fotos dessa bela mulher
Cris / rio de janeiro
Maravilhosa homenagem a esta incrível mulher que nos representou tão bem em um esporte onde a predominância sempre foi masculina.
Ela deixará uma lacuna muito grande não apenas no esporte mas na vida das pessoas que a tinham como exemplo de força, caráter e paixão.
Dora menina linda.
Dora eterna.
Dora adorada.
Paulo, parabéns e que esta energia cativante seja sempre o alvo deste que entre muitos consegue ser um site diferenciado.
Beijos
Chris
Neste mês de janeiro ira completar 1 ano sem Dora Bria, fico muito triste com a perda de uma grande campeã como ela. Que Deus a ilumine e que Dora descanse em paz. Mulher de fibra, campeã como poucas, sempre lutou pelo seu objetivo, até que alcançou. Além disso muito bela, fica saudades por Dora……..
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