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  • Caso GEP | Existe uma solução para a imagem da Zara e agora da GEP? Marketing do imponderável

    comportamento, editorial, Marketing de Moda

    22/03/2013

    shit happem merdas acontecem

    Estou republicando este texto da Zara em função do que aconteceu com o Grupo GEP ( Veja matéria completa da UOL aqui), que é formada pelas marcas Emme, Cori e Luigi Bertolli, e que pertence ao grupo que representa a grife internacional GAP no Brasil. O fato se repetiu o que demonstra uma pratica no mercado de usar facções baratas que usa trabalho escravo para baratearseus custos. Vou republicar o que penso. Quem sabe acontece alguma coisa já que a Zara não tomou nenhuma providência para justificar o acontecido e tentar usar um fato como este para melhorar sua imagem. O fato bom é que o a GEP deu ma resposta imediata assumindo todas as multas e ajuda aos envolvidos.

    E aconteceu de novo. O imponderável, que é aquilo que acontece de repente, sem ninguém esperar e coloca a imagem de uma grande empresa em sério risco por causa de terceiros. Isso foi o que aconteceu com a Zara no caso dos empregados trabalhando em condições de escravatura que foi amplamente divulgado (no Brasil e fora dele) esta semana abalando em muito a imagem da empresa.

    A Zara, empresa da Espanha, de propriedade do maior grupo varejista do mundo de roupas a Inditex AS, de propriedade de Amancio Ortega, o homem mais rico da Espanha, em principio, não deveria saber das condições de trabalho dos empregados de suas empresas de produção terceirizadas.

    No meu ponto de vista toda estratégia em favor da marca deveria ser tomada a partir desta verdade. Ninguém da sede da empresa sabia o que estava ocorrendo e a indignação não só com o fato, mas com a reputação da empresa em função do mesmo fato, deve ser tratado de uma forma especial.

    Costumo chamar essas crises como “marketing do imponderável” que requer medidas rápidas para amenizar as conseqüências que certamente um fato como este, pode gerar para a empresa. Caso semelhante aconteceu com a Dior com o escândalo provocado pelas inconseqüências das bebedeiras de seu diretor criativo John Galliano que foi sumariamente demitido em função do acontecido.

    Esta gestão da crise, deve ser conduzida, com uma força inversa tão grande quanto a força que gerou a própria crise.

    No caso da Zara aconselharia a empresa a tomar uma postura que vai além da indignação do trabalho escravo, mas sim de como ela Zara, pode se comprometer a ajudar não só a amenizar este problema, como somar atitudes que tragam ganhos a imagem da marca completamente arranhada com o acontecido.

    Acabar com o trabalho de imigrantes ilegais seria quase impossível pois é um problema governamental e este problema já esta na mídia faz algum tempo inclusive, com brigas e badernas provocadas por gangs dos mesmos imigrantes ilegais.

    O que fazer?

    Com todos os cursos de moda espalhados pelo País, estamos formando uma geração de criadores, modelistas e outras atividades técnicas que vai levar maior qualidade as facções produtivas, mas não estamos formando uma mão de obra qualificada para a frente das máquinas.

    Minha proposta era da Zara patrocinar junto com Senae, Senac e outros órgãos de qualificação, de ações sociais com fins de levar conhecimento técnico à turma de frente da produção. Com isso se ganharia em qualidade e tempo de execução das peças com a formação profissional qualificada de uma população carente que precisa trabalhar.

    Criação de oficinas em comunidades carentes, que depois se transformariam em facções produtivas. Simples? Sim, mas precisaríamos de atitudes de empresas formadoras de opinião e com dinheiro para investir em futuro .

    Este seria um bom exemplo de como um País emergente pode controlar um problema que não é só nosso, mas comprovadamente um problema que atinge vários países do mundo, como já comentamos em outras oportunidades.

    Uma ação contrária com a mesma força e de muito maior impacto social. Nós mesmos, da Comunidade Moda, possuímos projetos sociais focados em qualificação de produção de moda prontos para serem executados dependendo apenas da boa vontade de empresas que sabem da importância que se tem em investir em futuro num País quase que único em meio a uma crise mundial generalizada. Paulo Fernando – Comunidade Moda

     

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    2 respostas para “Caso GEP | Existe uma solução para a imagem da Zara e agora da GEP? Marketing do imponderável”

    1. Camila disse:

      Sou artista e trato das minhas roupas com o maior zelo,indigno-me com a forma com que as pessoas são tratadas perante uma marca tão renomeada como a Zara.Acho direito das grandes marcas e empresas saberem como suas roupas são tratadas da onde vem e com que forma são feitas.Isso me mostra que a Zara não seja uma marca de arte,que busca o valor de uma peça,e sim uma industria de dinheiro.

    2. Indignada??? disse:

      Se o Lula não sabia do Mensalão e ninguém questionou, porque estas empresas são questionadas de não saber de todas as etapas de sua produção?

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