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  • HISTÓRIA DA MODA – ANOS 60 – INSPIRAÇÃO TOTAL

    História da Moda, Modelagem, Pesquisa de Moda, Tendencias e Inspiração

    21/12/2013

    Hoje de madrugada (04/10) assisti um documentário sobre um dos maiores instrumentistas de Jazz que o mundo já teve, Oscar Peterson. Sempre ouvi a musica de Oscar mas nunca soube da sua história. Ele nasceu em Montreal no Canadá e começou sua carreira lá mesmo, só foi para os USA aos 24 anos (já no topo). As passagens mais legais da vida dele foram nos anos 50 e 60. Sempre me deparo com esta década fantástica e sempre que vejo algo que me chama atenção me dá vontade de escrever mais sobre estes anos que vi passar.

    Os anos 60 foram uma das décadas mais memoráveis do século passado. A década de 60 viu a chegada do pop, da pílula, da libertação da mulher, do “love’s all”,  a fotografia a cores nas revistas e com elas vieram as  incríveis estampas e cores da moda. A década de 1960 viu a chegadade Twiggy, e todo um novo olhar que se criou nas artes, musica, comportamento e moda que nos inspira até hoje.

    A liberdade tomou conta das pessoas nos anos 60, a pílula, as drogas e o rock encheram as cabeças de criatividade. O preço foi alto, muita gente boa morreu em função desta liberdade sem controle mas, deixou um legado de inspiração inigualável.

    Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: “A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”. Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.

    Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas “moon girls”, de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.

    Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.

    As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.

    O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].

    A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.

    Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.

    E viva os anos 60, o pop, o rock, woodstock, os hippies a pilula, a liberdade, o amor livre. Paulo Fernando – Comunidade Moda – Fotos Pesquisa Comunidade Moda

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    www.comunidademoda.com.br

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