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  • Jackie Kennedy – Um ícone de mulher, um ícone da moda

    Colaboradores, comportamento, História da Moda, Modelagem, Pesquisa de Moda, Tendencias e Inspiração

    24/12/2013

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    O ícone Jackeline Kennedy o seu estilo e personalidades

    A bolsa Gucci, o colar de pérolas, o tailleur Chanel, o little black dress e os óculos “lupa grande” são ícones de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda. Quem amava tudo isso?  Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis.

    Jacqueline Lee Bouvier nasceu em 28 de julho de 1929.  Filha do corretor da Wall Street,  John Vernou Bouvier e sua esposa Janet Norton Lee. A riqueza material não protegeu Jackie do trauma emocional e solidão que resultou, quando seus pais se separaram.

    Sou uma moleca. Esta foi a maneira  como ela se descreveu , em seu ensaio escrito em 1951: “Eu vivi em Nova Iorque até meus  treze anos e passei os verões nos campos do país. Eu odiava bonecas, adorava cavalos e cães, e tinha os joelhos sempre esfolados e aparelho nos dentes deve ter sido um tempo interminável para minha família. ”

    Desde os primeiros anos, Jackie aprendeu que o estilo não é o que você escolhe para vestir, é também a forma de ver o mundo. Ainda menina,  aprendeu  a  fazer e ver apenas o que ela queria para  sua vida, e ignorar o que ela não queria ver . Jackie admitiu: “Se acontece algo desagradável para mim, eu bloqueava. Eu tenho esse mecanismo”. Ela cultivava um sentimento de otimismo, olhar para o mundo do jeito que ela queria que fosse. Jackie foi educada nas melhores escolas: a Chapin, Miss Porter’s  School em Farmington, e Vassar.

    Segundo seus colegas da Chapin,  Jackie era muito rebelde, em seus primeiros anos. A diretora confidenciou a mãe de Jackie: “Jacqueline tem a mente mais inquieta que nós vimos na escola em trinta e cinco anos!”

    Desde seus primeiros anos escolares, ela desenvolveu um grande interesse pela história, línguas, literatura, música e arte. Perseguiu os interesses durante toda a sua vida. Ela iria aprender mais e descobrir aos poucos ainda mais sobre si mesma.

    Mais tarde, ela admitiria “aprendi  a não ter vergonha de uma verdadeira fome de conhecimento”.

    Selwa Showker Roosevelt, que era uma de suas amigas em Vassar, falou sobre Jackie: “ela tinha uma mente muito ampla… uma beleza incrível… um grande senso de humor. Mesmo assim, ela tinha uma qualidade de estrela – você só sabia que algo maravilhoso estava para acontecer com ela! … Ela era a pessoa mais fascinante que eu já conheci, e a mais agradável. ”

    Quando  saiu da faculdade, Jackie já era uma bela jovem. Assim ela se descreveu para a revista Vogue, “eu tenho 1,71m de altura, cabelos castanhos, um rosto quadrado e olhos tão distantes que, infelizmente, leva três semanas para ter um par de óculos feitos com uma ponte larga o suficiente para caber no meu nariz. Eu não tenho uma figura sensacional, mas pode parecer slim se eu escolher a roupa certa.

    Nascida e criada na aristocracia americana, sua classe, elegância e altivez não surgiram da noite para o dia. Foi educada para ser uma mulher  fina, mas para a surpresa de todos, tornou-se repórter de jornal e em uma  noite de festa, onde foi cobrir o evento, conheceu nada mais nada menos que o senador John Kennedy.

    Em 1960 tornou-se a primeira-dama mais glamorosa que os Estados Unidos já viram e amaram. Quebrou protocolos, transformando a Casa Branca numa espécie de Palácio de Versalhes. Manteve amizades com artistas e intelectuais como Truman Capote, Andy Warhol e Tennessee Williams. Dava tanta importância ao papel de primeira-dama que fingia desconhecer as inúmero as traições do marido, inclusive com a atriz Marilyn Monroe.

    Consumidora compulsiva, gastava fortunas em roupas e o que quer que usasse ia diretamente para a lista dos itens must-have das americanas. Jackie virou referência nacional e internacional as mulheres de todo mundo a imitavam,

    Jackie é  um dos maiores mitos e ícones do século XX.

    Dona de um estilo inconfundível influenciou toda uma geração. Sempre elegante, combinava roupas de cortes simples com acessórios sofisticados. O estilo eterno de Jacqueline Kennedy  é até hoje copiado. Dos seus óculos gigantes ao seu gosto pela culinária francesa, Jackie tinha um bom gosto que serve de inspiração para todas as mulheres onde quer que estejam.

    Ela é um mito da moda.

    Algumas pessoas consideravam-na uma das mulheres mais lindas da América. Outros não, mas admitem que ela, embora não glamorosa era classicamente bonita. Os fotógrafos e editores de revistas a amavam, por sua juventude, em  contraste com os aspectos idosos das Primeiras-Damas anteriores, tais como Eleanor Roosevelt, Truman Bess, e Mamie Eisenhower.

    Alta e magra, Jackie tinha uma impecável e aristocrática cultura e seu estilo trouxe uma nova beleza e  juventude para a Casa Branca.

    Para a posse em janeiro61, ela contratou estilista Oleg Cassini para criar seu guarda-roupa, dizendo que queria se vestir como se “fosse a presidente da França.

    “Suas roupas glamorosas deslumbraram a nação, fazendo dela um modelo para as mulheres americanas. Seu estilo é copiado até hoje.

    Dezesseis anos após sua morte, sua influência ainda aparece nas passarelas: Oscar de la Renta reinventou seus vestidos cheio-contornado com a cintura arco-cinched, Michael Kors da Celine mostrou seu clássico óculos oversize.

    Mais do que qualquer outra mulher, Jackie possuía o carisma e um rosto de uma estrela de cinema.

    A Gucci lançou em 1968 a bolsa Jackie by Gucci, e tinha como fã a  própria  -Jacqueline Kennedy Onassis , que usava sua bolsa freqüentemente em suas mais diversas versões.

    A Gucci batizou a bolsa com o nome de que muitos consideram uma mulher poderosa e importante. A famosa Jackie by Gucci ate hoje é uma das mais caras e disputadas bolsas do mercado mundial.

    Vestidos, jaquetas, casacos e sapatos monocromáticos. Os modelos de uma mesma cor era muito usado por Jackie.

    Da cabeça aos pés, Jackie não perdia um detalhe. Colar de pérolas, broches, cintos, sapatos, bolsas. Essa talvez tenha sido uma das razões que transformaram Jackie em um ícone de estilo: ela sabia exatamente o que lhe favorecia e o que não lhe caía bem. E lembre-se sempre que classe tem muito a ver com comportamento.

    Um ícone fashion, Jackie Kennedy criou uma maneira de ser que muitos gostariam de introduzir, seu próprio senso de estilo. É um olhar de si mesmo que cria uma mística muito feminina, confiante e principalmente elegante.

    Shelley Branch, co-autora do livro de etiqueta “What Would Jackie Do?  dá dicas de estilo que Jackie teria dado às mulheres do século XXI.

    Nunca use várias tendências ao mesmo tempo! Escolha um item que esteja em alta e combine com outras peças básicas. Na verdade Jackie sempre foi uma fã do clássico: tailleur Chanel, luvas, mangas 3/4, colar de pérolas, lenços Hermès, bolsa Gucci, chapéu pillbox e seus inseparáveis óculos enormes.

    Além disso, invista no básico! As roupas de Jackie tinham sempre cortes simples. Verifique que todas as suas roupas, principalmente os casacos e calças, tenham um bom corte e fiquem certinhas no seu corpo. Peças muito volumosas, muito largas ou muito justas não faziam o estilo da primeira dama. Ela prezava sempre pela elegância acima de qualquer modismo.

    Misture o clássico com o casual. Esta é uma dica simples e fácil que Jackie usava com freqüência. Vista uma roupa casual e combine com elegantes sapatos, jóias ou óculos, por exemplo. Vai usar um blazer Chanel? Então combine com uma calça jeans.

    Use um clássico colar de pérolas de três voltas como acessório, que era a peça mais famosa que Jackie usava constantemente, ou um par de brincos de brilhantes e na nada mais.

    Cinco anos depois da trágica morte de Kennedy, Jackie voltou a surpreender ao casar-se pela segunda vez. Desta vez com o milionário grego Aristóteles Onassis. Após a morte do segundo marido, herdou a fortuna de U$ 20 milhões. Foi então que voltou a trabalhar e casou-se mais uma vez com o banqueiro Maurice Templesman, com quem ficou até o final de sua vida.

    Uma de suas maiores realizações foi criar os filhos Caroline e John, em meio a uma enorme pressão, Jackie disse: “As pessoas têm muitas teorias sobre a criação dos filhos. Eu acredito no amor, simplesmente.  De segurança e disciplina “.

    Uma das missões mais importantes de Jacqueline Kennedy até o final de sua vida foi o legado de John F. Kennedy. Ela foi a principal força por trás da John F. Kennedy Presidential Library and Museum, em Boston, Massachusetts. A biblioteca foi projetada por I. M. Pei. Foi inaugurada em 1979, até hoje, ainda tem os toques pessoais de Jackie em toda parte.

    A atriz Katie Holmes (Dawson’s Creek) vai interpretar Jackie Kennedy na minissérie The Kennedys, primeira produção no gênero do History Channel.

    O ator Greg Kinnear será John Kennedy, Barry Pepper interpretará Robert Kennedye Tom Wilkison será Joe, pai dos Kennedys.

    A minissérie que terá na equipe vários historiadores, vai contar as vitórias e derrotas da família Kennedy durante o período em que ocuparam a Casa Branca. A produção terá 8 episódios e a estréia será em 2011.

    A minissérie chama atenção principalmente por ser um projeto do History Channel, que promete trazer uma história muito fiel a história real.

    Um filme com a atriz britânica Rachel Weisz e seu noivo, o diretor Darren Aronofsky (“O lutador”), também contará a história de Jackie. A trama do filme, com produção de Steven Spielberg, vai se concentrar nos quatro dias entre o assassinato de JFK e o seu enterro.

    Nós da Comunidade Moda adoramos contar as história de gente que fez moda que criou  do seu estilo um mito que serve de inspiração até hoje. Jackie foi umas das grandes mulheres que o mundo já viu passar. Seu estilo, sua força seu charme e sua história fazem dela um ícone. Comunidade Moda por Andrea Stupelo e Paulo Fernando – Fotos pesquisa Comunidade Moda

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