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  • Moda é Mercado – O Mercado da Moda

    Tendencias e Inspiração

    12/02/2008

    A MODA É MERCADO

    Depois de acompanhar todos os eventos de moda do começo deste ano acompanhar o movimento do mercado e os investimentos com a criação de novos grupos agregando várias marcas, é possível escrever este texto.

    Fashion Rio

    A moda com suas estações sazonais bem definidas, sempre foi um motivo de certo ciúmes de todo o setor industrial. Que outro produto tem que ser trocado de seis em seis meses e depois sai de moda?
    Com o dinamismo da moda os que eram duas estações hoje são no mínimo seis chegando até muitos setores do varejo virarem novas coleções de quinze em quinze dias.

    O computador se torna jurássico de dois em dois anos. O celular diminuiu este espaço. Hoje você troca seu celular no mínimo uma vez por ano.

    Por isso o nome Moda uma coisa que vai e vem, hoje eu escrevi uma frase que postei no blog: A Moda é onde o passado é sempre tendência do futuro.


    O Brasil começa a caminhar no passo do restante do mundo com grandes grupos gerenciando diversas marcas. No mundo, o maior exemplo é a LVMH, sigla do conglomerado francês de marcas de luxo, Louis-Vuitton-Moët-Henessy, do mega executivo, Bernard Arnault. Sob o guarda-chuva da LVMH estão marcas de alta costura e prêt-a-porter (Dior, Louis Vuitton, 50% da Fendi, etc.), perfumes (Givenchy, Guerlain, etc.), relógios e jóias (Tag Heuer, Chaumet, etc.), e outras, totalizando cerca de cinqüenta grifes.


    No Brasil, depois de duas aquisições que mexeram com o mercado de moda, a da Rosa Chá pelo Grupo Marisol e a Sommer pela AMC Têxtil, os investidores finalmente perceberam que moda é investimento.

    Liderando a tendência está o grupo HLDC, dos sócios Enzo Monzani e Conrado Will, do mercado de capitais (bancos Patrimônio e Pátria), que formaram a I’M (Identidade Moda), dirigida por Vicente Mello, para gerenciar as marcas Alexandre Herchcovitch, Clube Chocolate, Cúmplice, Fause Haten, Zapping e Zoomp.

    Essas duas últimas foram vendidas ao grupo pelo empresário-estilista Renato Kherlakian, no ano passado, mas ele já alinhavou novos projetos com a I’M: – Vou fazer a minha marca de moda masculina, a RK, e abrir uma loja nos Jardins. Na onda de aquisições, está a In Brands, que recebeu recursos do banco UBS, e detém, no momento, a Ellus e a 2nd Floor, mas já tem outras na mira.
    Os irmãos Anderson e Jefferson Birmann cederam 25% de sua marca de calçados à Tarpon All Equities de Pedro de Andrade Faria. Egresso da Nike, o executivo Dipa Di Piero assumiu a direção de branding no tradicional Grupo Pasmanik (Cori e Luigi Bertolli) para expandir o portfolio de suas marcas.

    Ao ser perguntado sobre o que mudou após a aquisição de 100% do controle acionário de sua empresa pela I’M, o estilista Fause Haten, respondeu: – Tenho mais tempo para criar.

    Este é o cenário do Brasil neste começo de ano. Olha que escrevo este texto na segunda-feira pós-carnaval. Literalmente o começo do ano.

     

    Perfil do Setor

    Dados Gerais do Setor (2007) – ABIT

    – Faturamento estimado da Cadeia Têxtil e de Confecção: US$ 34,6 bilhões (crescimento de 4,85% em relação a 2006, quando registrou US$ 33 bilhões)

    – Exportações: US$ 2,4 bilhões
    CHINA
    - Importações: US$ 3,0 bilhões

    – Trabalhadores: 1,65 milhão de empregados, dos quais 75% são
    mão-de-obra feminina

    2º. maior empregador da indústria de transformação

    2º. Maior gerador do primeiro emprego

    – Número de empresas: 30 mil

    Sexto maior produtor têxtil do mundo

    Segundo maior produtor de denim do mundo

    – Representa 17,5% do PIB da Indústria de Transformação e cerca de
    3,5% do PIB (total brasileiro)

     

    Atualmente, a indústria brasileira ocupa a sexta posição no ranking mundial de produtores têxteis e confeccionados. Os investimentos têm gravitado em torno de US$ 1 bilhão/ano, em máquinas, equipamentos, tecnologia, design e pesquisa. O setor também tem sido a verdadeira âncora da inflação, pois em mais de 13 anos de circulação do Real, a inflação medida pela Fipe foi pouco superior a 15%, contra uma inflação geral de mais de 170%. Ou seja, o setor investiu, modernizou-se e transferiu esses benefícios para o consumidor brasileiro, através de produtos de melhor qualidade e preços acessíveis a todas as camadas sociais.
    Mercado internoProdução e vendas – Embora tenha apresentado melhores resultados de produção e vendas do que o registrado no ano anterior, o setor têxtil e de confecção tem um potencial muito maior de crescimento desde que sejam criadas condições mais isonômicas de competição com seus concorrentes internacionais.Produção Física – De acordo com a última pesquisa sobre Produção Física divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no acumulado do ano até novembro, a produção de vestuário recuperou-se e saiu dos 5,11% negativos para 4,53% positivos, na relação 2006/2007. A produção têxtil registrou também crescimento para 3,49% em 2007, contra 1,54% em 2006.

    Estes são os números do mercado sem falar do mercado informal e ilegal que deve ter cifras também significativas.

     

    O Brasil é um País emergente . A classe CD cresce de uma forma constante trazendo com ela milhares e ávidos consumidores. Que depois de gastar tudo nas Casas Bahia vão consumir MODA. A cada dia estas pessoas estão aprendendo o que é moda e o que chamo de efeito casas Bahia de crédito está dando oportunidade a elas de comprarem esta moda. Olhe ao seu lado como todos acompanham as tendências. Que seja a bolsa grande, uma leg com bota, uma sandália rasteira com pedras. Qualquer coisa. Mas estão antenados.

     

     

    Os investidores e o mercado estão vendo isso. Estão começando por cima e logo eles estarão investindo pesado neste segmento que é o mais forte do País.

    A Moda é dinâmica, a moda instiga, a moda é varejo, a MODA É MERCADO.

    Paulo Fernando

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