
Vem aí a primeira coleção da grife criada por prostitutas -atuantes e aposentadas .
Retalhos de malha colorida comprados a R$ 27 o quilo são a matéria-prima. Na salinha de reuniões da ONG Davida, que defende os direitos das prostitutas, duas máquinas de costura produzem saias, tops, vestidos e camisetas. Em volta da mesa, quatro garotas de programa aproveitam o horário de folga para palpitar sobre os modelitos, experimentar as peças e rabiscar novos croquis com canetas BIC. Está nascendo uma nova grife no bairro da Glória, no Rio de Janeiro. Está nascendo a Daspu.
A novidade, anunciada há duas semanas, despertou ira nos escritórios da Daslu, “inspiradora” da nova marca. A loja vai processar a Davida por considerar o trocadilho “um deboche que visou “denegrir” a imagem da Daslu usufruindo do renome”. A ONG já foi notificada.
“É muito melhor ser puta do que desonesto e fazer trambiques”, provoca o designer da logomarca, o voluntário Silvio de Oliveira, em referência às denúncias de sonegação e contrabando sofridas pela grife de luxo. “Pode ser até que a gente mude o nome para que os rolos da Daslu não prejudiquem a nossa imagem”, diz Flávio Lenz, assessor de imprensa da Daspu e casado com a ex-prostituta Gabriela Leite, secretária-executiva da ONG. Algum nome na agulha? “Putique”, diz Flávio.
A briga, por enquanto, tem sido boa para a ONG: a Daspu despertou curiosidade. “Tenho atendido muitos jornalistas e estive a ponto de convocar uma coletiva na semana passada”, diz Flávio. “Pesquisei no Google, já tem 600 e poucas citações pra gente, quer ver?” Gabriela corre até o micro. “Olha! Agora já são 19 mil citações”. No papel de parede do monitor, uma foto dela ao lado do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. “Ah, isso foi numa discussão sobre Aids em Nova York”. Gabriela viaja o mundo representando o movimento. “As prostitutas da Tailândia são as mais bonitas.”
Paulistana da Vila Mariana, “aposentada sem aposentadoria” aos 53 anos, Gabriela é a principal líder da ONG. Fez o primeiro programa com pouco mais de 20 anos e diz que abandonou o curso de Ciências Sociais na USP para se tornar prostituta. “Eu era muito tímida e quis fazer minha revolução pessoal”, diz. “As pessoas acham que a vida da prostituta é sofrida, mas é uma profissão como outra qualquer. Os clientes são ótimos. A parte ruim é o preconceito.”
No Brasil, a ONG tem patrocínios diversos, que vão do Ministério da Saúde à igreja luterana. No Congresso Nacional, tem apoio do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que apresentou projeto de legalização da profissão. “Mas muita gente lá, como o ACMzinho, é contra”.
Graças à Daspu, Gabriela e as voluntárias da ONG têm vivido dias de fama. “Depois que as meninas apareceram no “Fantástico” [da TV Globo], estão até sendo reconhecidas nas ruas.” Aconteceu, por exemplo, com Jane Lúcia Eloy, 31, que foi abordada “por uma patricinha” em uma loja da C&A. “Justo na C&A, que é uma das minhas marcas preferidas”, diz ela, orgulhosa. Jane é uma das “multiplicadoras” da ONG. Quando não está buscando clientes na praça Tiradentes, circula por outros pontos distribuindo preservativos e falando às garotas sobre cuidados com a saúde. Mãe de três filhos, ela começou “na vida” aos 17 anos. Fatura R$ 400 nos meses de pouco movimento, como junho -”faz frio e os homens ficam mais em casa, com a mulher”-, e até R$ 3 mil “quando Copacabana enche de turistas”.
Gabriela interrompe a conversa para convocar a turma: “Vamos lá tomar um chope? “Tá” muito calor aqui”. São 19h. Fecham-se as portas da ONG e o grupo anda quatro quarteirões até o bar, na avenida Glória.
Eles mal se sentam à mesa e uma jornalista, Mônica Cavalcanti, reconhece as meninas. “Vocês são da Daspu, não são? Gente, vocês são tuuudo!!!”. Uma hora depois, eles voltam a ser reconhecidos, dessa vez pela secretária Mirelli Silva. “Achei tudo de bom!”. Virou rotina.
A primeira coleção da Daspu será lançada em fevereiro, mas as camisetas já estão à venda pela internet (www.daspu.com.br). Entre um chope e outro, discute-se quanto custará cada peça. “Os vestidos mais caros, com crochê na parte da cima, dá pra vender por uns R$ 80, eu acho. É muito caro?”, pergunta Jane, sobre o valor 500 vezes menor que os vestidos mais caros da “homenageada” Daslu.
Uma das voluntárias da ONG, Maria Nilce dos Santos, 56, que é ex-prostituta, se despede de todos: o marido a espera em casa e a novela das oito está para começar. Jane também diz “tchau”: ela tem que pegar um ônibus até Copacabana. “Deixa eu ir trabalhar que o movimento vai ser bom hoje”.
MÔNICA BERGAMO
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2 Comentário
Prezados Senhore e senhoras
Trabalho para RTL TV alema , estou no Rio em Novembro.Com uma equipe fazendo uma série reportagens
Gostaria de fazer uma matéria com a Gabriela leite.
Favor entrar en contato.
Atenciosamente
Sonia de Oliveira
Boa amigas… Sou jornalista com especialização em jornalismo de moda e quero muitooooo, trabalhar com vocês… Segue ,eu currículo
Paz e arrroz…Amor é mas vem depois
ELIS FRANÇA
(Tels: 21) 2576-5237 ou 8168-9262
E-mail: elisfranca@yahoo.com.br
OBJETIVO
Contribuir com informações para a sociedade, mostrando o desenvolvimento cultural, político e social do meu país e do mundo. Com informações de reflexão e questionamento.
GRADUAÇÃO
Bacharel em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo
Universidade do Norte Fluminense (2006)
Pós – Graduação em Jornalismo de Moda e Estilo de Vida, especialista em Jornalismo de Moda e Estilo de vida.
Universidade Anhembi Morumbi (2008)
Pós- Graduação em Produção de Moda e Styling – Veiga de Almeida Cursando
SÍNTESE DE EXPERIÊNCIA
Iniciei meu histórico na área de jornalismo atuando como estagiaria do jornal de bairro da zona norte e sul, escrevendo sobre moda, cultura e política o qual foi muito enriquecedor para mim.
Já em Campos dos Goytacazes, estagiei como colaboradora da Revista Agro – Pecuária na coluna de moda, sendo editada uma vez ao ano.
Trabalhei na assessoria de imprensa do curso de moda da universidade Cândido Mendes (UCAM) e, também na Assessoria de Imprensa do Hospital Geral Ferreira Machado e no Jornal Banana Society.
Em São Paulo, iniciei colaborando como jornalista nos jornais Jabaquara News, Gazeta do Tatuapé e Itaquera Notícias. Depois continuei trabalhando na Assessoria de Imprensa e atendimento a pesquisa do Acervo e da Memória do Viver Afro Brasileiro e também como aluna monitora do curso de pós-graduação de Jornalismo de Moda e estilo de vida, pela Universidade Anhembi Morumbi.
CURSOS COMPLEMENTARES
Curso Senac – informática
Curso Senac-Espanhol intermediario
Atualmente cursando de inglês
Curso de férias da Universidade Estácio de Sá – Assessoria de Imprensa
Curso de férias da Universidade Estácio de Sá – Produção de Moda.
Curso de aprimoramento universidade Anhembi Morumbi – Introdução à pesquisa de tendência de moda.
Curso de férias da Universidade Estácio de Sá – Personal Styllist (consultoria de imagem)
Curso de férias da Universidade Estácio de Sá – História da Moda.
Curso de aperfeiçoamento da Universidade Anhembi Morumbi – Roteiro para teatro, cinema, documentário e TV.
Curso de férias da Universidade Estácio de Sá – Jornalismo de Moda
Curso de Aperfeiçoamento da Universidade Anhembi Morumbi – Técnica de Jornalismo
Curso de Produção Para TV e Vídeo – SENAC
Curso de Criação de moda – SENAC
Curso de Aperfeiçoamento Universidade Anhembi Morumbi – Assessoria de Imprensa para melhorar os empreendimentos das empresas
Curso de aperfeiçoamento Universidade Anhembi Morumbi – Oratória
Curso Marketing de Moda – SENAC
Curso Anhembi Morumbi – Personal Stylist.
Worshop Universidade de São Paulo – USP – Assessoria de Imprensa: Contribuição para facilitar os fluxos de informações internas e externas da entidade.
Worshop Universidade de São Paulo – USP – Pós-Graduação em Assessoria de Imprensa – Comunicação por Meio da Divulgação: ativa da informação, intensificando a exposição da empresa, seus produtos, serviços e colaboradores.
Worshop do Mestrado em Designer de Moda Anhembi Morumbi – Territórios Têxteis: das construções cotidianas ás artes exemplares.
Worshop do Mestrado de Moda e Cultura Universidade de São Paulo – Moda e Cinema: raízes culturais do glamour
Worshop Universidade de São Paulo USP – Assessoria de Imprensa para Comunicadores
Seminário – Casa França Brasil “L’Afrique est à la Mode”
Seminário SENAI-CETIQT- “1º Seminário Internacional de Comportamento e Consumo”.
Seminário Universidade Veiga de Almeida – “Preservação da Identidade”
Palestra Universidade Veiga de Almeida – “O Novo Luxo”
Palestra – Universidade Anhembi Morumbi – – A Era das Marcas.
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