Em uma disputa acirrada com dez filmes indicados na categoria, Guerra ao Terror levou o Oscar de Melhor Filme na 82ª cerimônia do Oscar, somando um total de seis estatuetas na noite, incluindo Melhor Direção para Kathryn Bigelow.
O filme já havia conquistado importantes prêmios, como seis Bafta (o Oscar britânico) além de importantes estatuetas no Producers Guild e no National Society of Film Critics.
Dirigido por Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror conta a história de um grupo de soldados americanos do esquadrão anti-bombas na guerra do Iraque. Prestes a retornar para casa, o fim da jornada ganha contornos ainda mais tensos.
Mostrando esse conflito de sobreviver e matar, Guerra ao Terror preza pela mistura de documentário e ficção, com impressionantes realismo e crueldade. Além disso, traz um tema que ainda faz parte das manchetes dos jornais.
Entre personagens de características bem definidas – e conflitantes – o bem amarrado roteiro de Mark Boal, o filme é um dos grandes exemplos de um filme de guerra que não cai nos maniqueísmos patrióticos dos americanos e traz uma câmera tremida, que nunca foge do impacto visual. Comunidade Moda – Fotos oscar.com
Aos 20 anos de carreira, Sandra Bullock venceu o Oscar de melhor atriz depois de receber sua primeira indicação por “Um sonho possível”. Ela dedicou o prêmio às suas concorrentes na categoria, as veteranas Meryl Streep e Helen Mirren e as novatas Carey Mulligan e Gabourney Sibide.
Kathryn Bigelow tornou-se a primeira mulher a levar o Oscar de melhor direção por sua performance em “Guerra ao Terror”, sobre uma equipe de soldados norte-americanos no Iraque.
Ela foi apenas a quarta mulher a ser indicada ao Oscar nesta categoria, na qual competiu este ano com ex-marido, o diretor de “Avatar” James Cameron.
Conhecida como uma cineasta de filmografia com temática mais associada ao mundo masculino – como “K-19 – The Widowmaker” (2002), “Estranhos Prazeres” (95) e “Caçadores de Emoção” (91) -, Kathryn Bigelow segue a mesma linha em “Guerra ao Terror”, um drama de guerra ambientado no Iraque. Os protagonistas são três soldados de um esquadrão especializado no desmonte de bombas.
O filme de Bigelow simpatiza com o problema humano dos soldados dos EUA. Enfoca a guerra como uma insanidade histérica e cega e mostra piedade também por algumas vítimas iraquianas.
Jeff Bridges venceu o prêmio de melhor ator por seu papel no longa-metragem “Coração louco”, em que faz um cantor country. Ao receber a estatueta das mãos de Kate Winslet, Bridges agradeceu à sua família e à equipe do filme. “Que maravilha que vocês trouxeram o seu coração para esta produção”, afirmou o ator.
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