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    02/12/2005


    Prostitutas lançam a grife Daspu

    Daspu, uma nova grife

    Prostitutas cariocas lançammarca de roupas sensuais

    Francisco Alves Filho
    O mercado da moda está prestes a ganhar uma grife idealizada e dirigida por estilistas que ganham a vida desfilando nas ruas do Rio de Janeiro – para vender o próprio corpo. São as prostitutas cariocas que, reunidas em associação, passarão a confeccionar e comercializar roupas de festa, figurinos básicos e o que chamam de modelitos de “batalha” – saias, vestidos e blusas ideais para exercer a mais antiga profissão. “Serão roupas insinuantes, sensuais, mas sem vulgaridade. Queremos resgatar a elegância das meninas do passado”, planeja Gabriela Leite, prostituta fora da ativa que dirige a Ong Davida e defende os direitos das colegas. A originalidade da idéia já bastaria para chamar a atenção, mas o nome escolhido para a empresa não poderia ser mais polêmico. Inspirado na famosa Daslu – batizada assim por pertencer a duas Lúcias – a nova grife, que começa a lançar moda em fevereiro, se chama Daspu, numa referência direta à ocupação das proprietárias. “Não sei se o pessoal da Daslu vai gostar”, ironiza Gabriela. Parte do lucro será utilizada para financiar os projetos da ONG, como as atividades de prevenção à Aids e a outras doenças.
    O objetivo é que as peças da Daspu sejam usadas não só pelas prostitutas,mas pelo público. “Penso em saias curtas, mas não só isso. Também vamos desenhar algumas saias compridas com fendas, algo mais insinuante”, explica Gabriela. Roupas transparentes, nem pensar. “Isso é coisa de travesti”, descarta ela. O primeiro trabalho experimental foi o desenho para o bloco carnavalesco Prazeres Davida, que começou a ensaiar para o Carnaval na última semana.Estão envolvidas diretamente na empreitada 22 prostitutas e o capital inicial foi emprestado pela própria ONG. Com a venda das roupas, o dinheiro será restituído.A esperança é que a quantia apurada traga alívio para a instituição, nessestempos de poucos patrocinadores. “Não fazemos muito sucesso nessa tal de responsabilidade social. Qual empresa gostaria de associar seu nome a prostitutas?”, lamenta Gabriela. Ela estima que a média de ganho de uma prostituta que trabalha na rua é de R$ 1 mil mensais. Mas há as que ganham para pagar somente o almoço e o jantar. Por isso, a ONG tem como uma de suas bandeiras atuais a defesa do projeto de lei que equipara a prostituição a outras profissões, com os mesmos direitos trabalhistas. A diretora da associação reconhece que as chances de aprovação no Congresso não são grandes.

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