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  • SUSTENTABILIDADE – SUA COMUNICAÇÃO ESTA 100% CORRETA?

    comportamento, Pesquisa de Moda, Tendencias e Inspiração

    20/06/2012

    Na Rio + 20 esta sendo discutido e o planeta sustentável e uma das coisas importantes que divulgarão foi que a maioria dos produtos que se dizem ecologicamente corretos ou sustentáveis não correspondem a esta verdade. Estou repostando uma matéria que fala muito sobre isso e acho que foi uma das primeiras ações no mundo que regulariza o termo eco|sustentável. Na moda isso é tremendamente pertinente também. Muito se fala mas pouquíssimo se faz.

    De repente  tudo esta ecologicamente correto, sustentável, verde, orgânico. Tecidos, comidas, móveis, apartamentos, carros a palavra sustentável ou qualquer termo similar virou quase que uma obrigatoriedade na comunicação.

    O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) divulgou nesta terça-feira (02/08) novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.

    O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que reúne desde 1978 os princípios éticos que regulam o conteúdo das peças publicitárias no país, já apresentava recomendações sobre o tema, mas elas foram revisadas e reunidas no artigo 36.

    As novas normas entram em vigor em agosto e valem para todos os meios de comunicação, inclusive a internet.

    O sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores.

    Além de condenar anúncios que estimulem o desrespeito ao meio ambiente, o código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.

    A preservação, a criação de novas tecnologias para garantir um mundo sustentável é uma ação muito séria, que muitas empresas das grandes as pequenas levam a sério criando condições e produtos tecnologicamente corretos. Esta nova regulamentação visa não só preservar quem esta fazendo este trabalho de uma forma certa como punir quem banaliza todo este esforço qualificando seus produto ou serviço como “sustentável” apenas para ter uma vantagem agregada em sua comunicação. Na industria da moda seria muito bom a ABIT, ABTT e ABEST se unirem para criar os mesmos parâmetros de veracidade. Paulo Fernando – Comunidade Moda –  Fotos: Pesquisa e montagens – Comunidade Moda

    Aqui está a integra da nova regulamentação:

    Artigo 36 do Código

    A publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem:

    a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais;

    a poluição do meio ambiente urbano;

    a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais;

    a poluição visual dos campos e das cidades;

    a poluição sonora;

    o desperdício de recursos naturais.

    Parágrafo único

    Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:

    veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;

    exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;

    pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;

    relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte.

    Anexo U – Apelos de sustentabilidade

    É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários.

    O CONAR encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável.

     REGRA GERAL

    (1) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade da Responsabilidade Socioambiental e da Sustentabilidade” toda a publicidade que comunica práticas responsáveis e sustentáveis de empresas, suas marcas, produtos e serviços.

    (2) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade para a Responsabilidade Socioambiental e para a Sustentabilidade” toda publicidade que orienta e incentiva a sociedade, a partir de exemplos de práticas responsáveis e sustentáveis de instituições, empresas, suas marcas, produtos e serviços.

    (3) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade de Marketing relacionado a Causas” aquela que comunica a legítima associação de instituições, empresas e/ou marcas, produtos e serviços com causas socioambientais, de iniciativa pública ou particular, e realizada com o propósito de produzir resultados relevantes, perceptíveis e comprováveis, tanto para o Anunciante como também para a causa socioambiental apoiada.

    Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade submetida a este Anexo deverá refletir a responsabilidade do anunciante para com o meio ambiente e a sustentabilidade e levará em conta os seguintes princípios:

     1. CONCRETUDE

    As alegações de benefícios socioambientais deverão corresponder a práticas concretas adotadas, evitando-se conceitos vagos que ensejem acepções equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas.

    A publicidade de condutas sustentáveis e ambientais deve ser antecedida pela efetiva adoção ou formalização de tal postura por parte da empresa ou instituição. Caso a publicidade apregoe ação futura, é indispensável revelar tal condição de expectativa de ato não concretizado no momento da veiculação do anúncio.

     2. VERACIDADE

    As informações e alegações veiculadas deverão ser verdadeiras, passíveis de verificação e de comprovação, estimulando-se a disponibilização de informações mais detalhadas sobre as práticas apregoadas por meio de outras fontes e materiais, tais como websites, SACs (Seviços de Atendimento ao Consumidor), etc.

     3. EXATIDÃO E CLAREZA

    As informações veiculadas deverão ser exatas e precisas, expressas de forma clara e em linguagem compreensível, não ensejando interpretações equivocadas ou falsas conclusões.

     4. COMPROVAÇÃO E FONTES

    Os responsáveis pelo anúncio de que trata este Anexo deverão dispor de dados comprobatórios e de fontes externas que endossem, senão mesmo se responsabilizem pelas informações socioambientais comunicadas.

    5. PERTINÊNCIA

    É aconselhável que as informações socioambientais tenham relação lógica com a área de atuação das empresas, e/ou com suas marcas, produtos e serviços, em seu setor de negócios e mercado. Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais e regulamentares a que o Anunciante se encontra obrigado.

    6. RELEVÂNCIA

    Os benefícios socioambientais comunicados deverão ser significativos em termos do impacto global que as empresas, suas marcas, produtos e serviços exercem sobre a sociedade e o meio ambiente – em todo seu processo e ciclo, desde a produção e comercialização, até o uso e descarte.

    7. ABSOLUTO

    Tendo em vista que não existem compensações plenas, que anulem os impactos socioambientais produzidos pelas empresas, a publicidade não comunicará promessas ou vantagens absolutas ou de superioridade imbatível. As ações de responsabilidade socioambiental não serão comunicadas como evidência suficiente da sustentabilidade geral da empresa, suas marcas, produtos e serviços.

     8. MARKETING RELACIONADO A CAUSAS

    A publicidade explicitará claramente a(s) causa(s) e entidade(s) oficial(is) ou do terceiro setor envolvido(s) na parceria com as empresas, suas marcas, produtos e serviços.

    O anúncio não poderá aludir a causas, movimentos, indicadores de desempenho nem se apropriar do prestígio e credibilidade de instituição a menos que o faça de maneira autorizada.

    As ações socioambientais e de sustentabilidade objeto da publicidade não eximem anunciante, agência e veículo do cumprimento das demais normas éticas dispostas neste Código. CONAR

     

     

     

     

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