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TENDÊNCIA DE MODA – GOTH CHIC LOLITA

22 de set de 2009
 
 
 
GHOTIC LOLITAS, MANGÁS, COSPLAY – TENDÊNCIAS FORTES
 

Não demorou muito para Twinkle Lam perceber que tinha um problema em suas mãos. Nos últimos 10 meses, Lam, de 23 anos, é moderadora de um grupo de discussão on-line sobre moda gótica e lolita, um estilo importado do Japão apresentando saias vitorianas até a panturrilha, aventais, calções folgados e roupas de baixo amarrotadas que atraíram seguidoras nos colégios e faculdades dos EUA.

 

 


Na maioria das vezes, as discussões no Web log um fórum de por volta de 2,5 mil partidários da moda gótica e lolita que Lam administra de sua casa em Dallas, revolvem sobre questões como onde comprar sapatos plataformas enormes ou como criar colarinhos Bo Peep. Mas durante o inverno, as trocas normalmente educadas deram espaço a declamações raivosas, freqüentemente profanas.



Em questão estava a fantasia de Alice no País das Maravilhas de Gwen Stefani no vídeo “What You Waiting For”. Alice, com seu limpo colarinho branco, suas mangas femininas e saias em forma de sino, é uma musa informal para muitas GLs, como as góticas e lolitas se chamam, e o sentimento de que Stefani abastardou o visual ao expor calcinhas azuis onduladas e salto-altos de lacinho, tornando o visual mais de dominatrix do que discreto.


“Essa roupa não tem nada a ver com lolita”, lia-se em uma das mensagens postadas mais contidas. “Não é nem original, parece o que Britney vestiu quando beijou Madonna”.

Apesar de anáguas e sombrinhas dificilmente serem roupas de shopping centers, Lam disse que o vídeo era um sinal de que a estética gótica e lolita, uma vez adorado por poucos, pode estar entrando no mainstream, onde pode ser apropriado e corrompido por muitos. Apenas nos últimos seis meses, disse Lam, blogs foram invadidos por homens procurando fotos de garotas em sensuais roupas góticas e lolitas. “Isso nunca acontecia até recentemente”, disse Lam. “Está entrando cada vez mais em foco, e vai ficar cada vez mais e mais popular”.

Não que Stefani seja a primeira celebridade a chamar atenção para a moda gótica e lolita; Amy Lee, a cantora do Evanescence, veste vestidos negros rendados apreciados por alguns GLs, e ano passado Courtney Love foi co-autora de uma revista em quadrinhos de estilo japonês sobre a Princesa Ai, personagem baseado livremente em Love que usa vestidos em estilo gótica e lolita. Nem Lee ou Love, no entanto, atraiu a atenção que Stefani conseguiu. Ela incorporou o estilo no seu show, viajando com uma trupe chamada garotas Harajuku, nome baseado em um bairro famoso em Tóquio onde muitas garotas do estilo se reúnem nos fim de semana.


O gótica e lolita iniciou-se no meio dos anos 90 entre as estudantes japonesas inspiradas pela banda Malice Mizer e em particular por Mana, o guitarrista efeminado da banda, que usava vestidos rendados brancos e pretos, laços elaborados, cílios falsos e maquiagem pesada.
 


O visual pegou como parte da cultura “cosplay” japonesa, onde os jovens se fantasiam como figuras icônicas do pop, muitos deles sendo personagens de desenhos animados. Logo as adolescentes estavam costurando recriações das fantasias de Mana manualmente. Estilistas locais logo seguiram, e no fim das contas, Mana lançou sua própria linha, Moi-meme-Moitie, vendida em lojas de departamento japonesas.


Em 2000, os editores da revista de moda japonesa Kera publicaram a Bíblia Gótica & Lolita, que cresceu em uma circulação de 80 mil exemplares. Parte catálogo, parte revista de moda, ela tem modelos para fabricação de fantasias assim como receitas para bolinhos de chocolate com cruzes de açúcar que góticas e lolitas (ou Goth-Lolis, como são conhecidas no Japão) servem em festas de chá.


Enquanto o visual se espalhava, ele inspirou diferentes interpretações, então, além do tradicional visual gótica e lolita, que se baseia no gótico com vestidos brancos e pretos, grandes sapatos pretos, maquiagem pesada, existe também a Doce Lolita, explodindo com ondulações e pastéis; a Elegante Gótica Lolita, estilo vitoriano com corsete; e Estudante Lolita, favorecendo saias com dobras e meias até os joelhos.
 
Jodi Bryson, editora-consultora de desenvolvimento para a Tokyopop, principal fornecedora de quadrinhos japoneses nos EUA, que estudou a moda, disse que começou a notar o interesse pelo gótica e lolita nos EUA por volta de três anos atrás, com americanos que visitavam Tóquio ou descobrindo a gótica e lolita on-line. “Foi quando começamos a ver garotas vestidas, de adolescentes até universitárias e além”, ela disse. “A atração foi dupla: havia o lado criativo, criando as fantasias, e a fuga da representação. Era uma maneira incrível das garotas se expressarem”.
 

 


Além de gastar centenas, se não milhares de dólares na moda gótica e lolita, os seguidores americanos da tendência entram em comunidades on-line, invadem livrarias japonesas e o eBay em busca da Bíblia Gótica & Lolita (pode-se encontrá-la por US$20 em livrarias e por até mais de US$50 on-line), e se encontram para festas de chá onde se fantasiam e comem bolos. Muitos, ela disse, também vão a convenções de animes, onde as pessoas celebram todas as coisas japonesas.
 
 
 
 

 

 

Gothic Lolita
Este é um livro que descobri na Livraria da Vila

 

Michelle Nguyen, 22, viveu no Japão por cinco meses em 2003 e se tornou uma leitora regular da Biblia Gótica & Lolita. Agora no último ano de inglês, propaganda e japonês na Universidade Penn State, ela compra saias japonesas e vestidos no eBay e começou a aprender a costurar para fazer suas próprias fantasias. Ela possui quatro sombrinhas, várias saias pastéis e muitos laços. Ela e amigas organizam saídas góticas e lolitas, onde se vestem e tomam chá ou vão a filmes como “Desventuras em Série”, cujo figurino evoca o estilo gótico e lolita.

 


Ela disse que às vezes recebe olhares de estudantes no campus. “Eu costumava usar grande saias com rufos nas aulas, mas é difícil”, ela disse. “Você tem que sentar na carteira, e com uma saia com rufos, não dá para fazer isso”.


Lam, que faz faculdade e trabalha em uma companhia de petróleo e gás em Dallas, tem mais de 10 trajes completos de gótica e lolita, em que gastou milhares de dólares. Ela disse que nem pensaria em vestir um para trabalhar. “Metade teria um ataque cardíaco, e não sei sobre a outra metade”, ela disse de seus companheiros de trabalho. “Minha mãe, quando me viu pela primeira vez fantasiada, disse, ‘porque apenas não guardamos as suas roupas de bebê?’”

 


Quanto ao seu namorado, ela disse: “Ele realmente gosta de me ver em coisas doces, toda de branco. Para mim é tipo, não posso usar algo mais prático?”


Lam prevê que o tumulto sobre Stefani irá diminuir, apesar de ter mudado a natureza das conversas dos fãs de gótica e lolita para sempre. Um sinal promissor, ela disse, é que alguns fãs estão empolgados com a idéia de que a tendência não é mais somente deles.
“Nós deveríamos estar lisonjeados que o estilo está chegando ao mainstream”, lia-se em uma mensagem on-line. “A moda é um direito livre”.
Além disso, Lam apontou, quanto mais mainstream o visual se tornar, mais disponíveis as roupas se tornarão, e com um preço mais acessível também.
The New York Times – Laura M. Holson
Glossário
 


Cosplay abreviação de “costume player” (Fantasia em inglês) é uma atividade que surgiu nos Estados Unidos da América em convenções de quadrinhos na decada de 70, quando fizeram uma promoção onde as pessoas com fantasias de Super-herois entrariam de graça. Com o passar do tempo foi se tornando uma tradição e um habito que se espalhou por todos os tipos de convenções envolvendo series ou personagens, principalmente as de “Jornada nas estrelas”Star Trek e “Guerra nas estrelas”Star Wars, aonde as pessoas fantasiadas se tornaram a principal atração com concursos de fantasia e interpretação de cenas dos filmes ou episodios revelando talentos de nivel profissional. Rapidamente se espalhou pelo mundo todo, chegando na Comiket, famosa convenção realizada há anos no Japão aonde o termo se popularizou e se espalhou especialmente em eventos e encontros de anime, mangá e videogames, respectivamente as animações e quadrinhos japoneses.


Mangá Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.) com a aparição dos primeiros rolos de pintura japoneses: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.
A partir da metade do
século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês, do qual o Genji monogatari emaki é o representante mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba. O Chojugiga está guardado no templo de Kozangi em Quioto. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
No
período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando “desenhos irresponsáveis” — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji (漫画, Kanji?), Hiragana (まんが, Hiragana?), Katakana (マンガ, Katakana?) e Romaji (Manga).

Gothic Lolita ou “GothLoli” (ゴスロリ, gosurori) é uma moda urbana japonesa popular entre adolescentes e jovens adultas (e por vezes pessoas do sexo masculino), que vestem roupas de inspiradas, em sua maioria, pela moda vitoriana, rococó ou edwardiana e freqüentemente tentam imitar a aparência de bonecas de porcelana ou princesas. A origem do gosurori é uma combinação da moda lolita – que envolve tentar parecer ‘fofa’ ou meiga a ponto de parecer infantil – e certas características da moda gótica.
A cultura japonesa dá muito mais importância a uma aparência e comportamento juvenis do que a ocidental, e algumas mulheres adultas compram coisas como produtos com a estampa da
Hello Kitty – que no ocidente geralmente tem crianças como público-alvo. O Gosurori talvez seja uma extensão desse fenômeno, conhecido como Cute Culture.
O estilo floresceu nos idos de 1997/1998 e se tornou um estilo bem estabelecido, com suas próprias grifes, disponível em diversas boutiques, e até mesmo em algumas grandes lojas de departamentos a partir de 2001. Alguns consideram o gosurori como uma resposta ao movimento
Kogal, tido pelas lolitas como “vulgar”, já que envolve exposição do corpo e sensualidade. No entanto, o gothic lolita talvez não possa ser considerado como uma subcultura propriamente dita já que não existe uma ideologia ou um credo comum a todas, um padrão de comportamento, nem música ou arte específicas a serem apreciadas – mas acima de tudo lolitas não são criaturas necessariamente grupais, que buscam socializar com outras lolitas. Sendo assim individualistas, não há como classificá-las como uma tribo.
Gothic Lolita é uma das subcategorias do visual Lolita (
Loli). Outras categorias incluem Classic Lolita (mais tradicional, contando com estampas florais, cores mais claras e mais sofisticadas, e com ar mais ‘maduro’), Sweet Lolita (tons pastéis, temas angelicais, renda, laços e flores), Ero Lolita (que usa cinta-ligas, saias mais curtas, corsets e babydolls), Punk Lolita (usa de corsets, tecidos em xadrez, estampas com caveiras), Country Lolita (abusando de estampas quadriculadas e florais para criar o efeito meigo e campestre) e Gurorori (com temas mais mórbidos e obscuros, incluindo muitas vezes tapa-olho, bandagens e sangue falso).
O estilo foi influenciado e tornado ainda mais popular pela imagem de certas bandas de
Visual Kei (ou rock visual, lit. “linhagem visual”), que possuem ou possuíam entre seus integrantes usuários ou fãs do visual lolita. O Visual Kei é um subgênero do rock japonês formado por bandas de visual elaborado, cujas apresentações muitas vezes contam com elementos teatrais – mas com estilo musical que muitas vezes difere de outros grupos enquadrados na mesma categoria. É importante ressaltar que várias lolitas ressentem essa ligação com visual kei e consideram lolitas fãs dessas bandas e ídolos como bandgirls e não lolitas “de verdade”: como se as lolitas fãs de visual rock se vestissem de lolita apenas por influência de seus ídolos, para se encaixar com os outros fãs e não por gostarem do estilo.
Mana, o líder da extinta banda de visual kei Malice Mizer, é creditado como tendo ajudado a popularizar o Gothic Lolita. Ele criou os termos “Elegant Gothic Lolita” (EGL) e “Elegant Gothic Aristocrat” (EGA) para descrever as peças de sua própria grife Moi-même-Moitié

 

 

, fundada em 1999 – que rapidamente se estabeleceu como uma das marcas mais desejadas da cena Gothic Lolita. No ocidente, o termo “EGL” diversas vezes é tratado como se abrangesse toda a moda Lolita, ou como se fosse um sinônimo de “Gothic Lolita”. “EGL” na verdade refere-se somente à linha de roupas da grife Moi-même-Moitié que leva este nome – e que é formada por roupas Gothic Lolita.

 

 

www.comunidademoda.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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16 Comentário

  1. Anonymous

    WTF!!!!

    o q essas fotos da Marimoon tem a ver com Gothic Lolita???

    aliás, não é gótica e lolita e nem doce lolita, okay?!?!

  2. Comunidade Moda

    Oi,
    Não vou entrar no mérito da discução. Conheço a Mari pessoalmente e é uma menina que além de estudar moda, ensina moda em seu blog. Foi uma das primeiras blogueiras a cobrir o SPFW. Tem seu estilo próprio se é ghotica, Lolita, Emo não importa ela tem um estilo. Seu sucesso não vem a toa, hoje ela e VJ da MTV por esforço e dedicação que tem com a moda.

    Um abraço do,
    Paulo Fernando

  3. Anonymous

    ah.. pelo amor de deus meu filho o que a Gwin Stefane praticamente nua está fazendo num editorial de Gothic Lolita. Só se ela lançasse uma nova categoria que se chamaria vulgloli…

    por favor vai… não desvaloriza a classe.

  4. Kao

    Oioi! Achei seu blog no google procurando por moda e esse post me chamou a atenção. Vc pesquisou pra escrever e respeito mto isso, mtas vezes quem não trabalha com moda não tem mta noção de tendencia, q pode estar em um detalhe pequeno ou pode estar completamente nitido em uma coleção/look. O estilo da Stefani nesse single é muito mais uma mistura de estilos inspirados em Harajuku do que um visual gosurori, por isso alguns se ofendem com a comparação (pra mim eh um pessoal de pouca visão msm, sorry). Assim como o estilo da Mari q tbm tem mistura e fica com uma identidade mto legal! Enfim, quis deixar minha opinião tbm, eu me empolgo um pouco sobre esse assunto!

    Bjos!!
    Kao

  5. Cláudia

    Acho que um dos principais erros quando se escreve sobre moda japonesa , ou “tribos japonesas” é achar que só existe 1 estilo, ou 2, ou 5. A moda japonesa em si está em constante mutação, e essas classificações como Lolita existem já à algum tempo, não há como garantir que mesmo lá no Japão ela também não esteja sofrendo transformações, visto que é uma moda criada originalmente nas ruas.
    Quanto à Gwen Stefany, com certeza ela voltou às origens de uma das influências que originaram as Lolitas, Alice no País das Maravilhas, mas não acho que ela quis fazer um visual Lolita não, tem muita mistura ali e o figurinista com certeza não se preocupou com a fidelidade, mas à criatividade, adaptando o figurino também ao estilo da artista, ué.
    A Mari Moon não usa roupas gothic lolita nessas fotos, ela mistura também.
    Nunca ouvi falar de “estudante” lolita, pra mim essa foto postada é cosplay. As classificações conhecidas dentro do estilo Lolita são o Gothic Lolita, Sweet Lolita, Punk Lolita e Classic Lolita, pelo que eu me lembro.
    Mas voltando ào assunto das tribos, a maioria das pessoas não podem ser exatamente classificadas como isso ou aquilo, existem milhares de estilos e subestilos, só tome cuidado pra não colocar tudo como Lolita ou qualquer outra coisa, ok?

  6. Cláudia

    esqueci das “Wa Lolita” (lolitas inspiradas em roupas tradicionais japonesas, como kimonos, yukatas…, tem uma foto, é a nona de baixo pra cima) e “Qi Lolita” (Lolitas inspiradas em roupas tradicionais chinesas).
    Tô comentando muito de boa tá, também adoro conversar sobre esse assunto!

  7. Comunidade Moda

    Que legal estas discuções agente sempre acaba aprendendo muia coisa. Este texto começou com a matéria do The New York Times – Laura M. Holson, que postei no começo. Depois fui buscar as referencias de mangás e cosplay que também são temas que eu adoro. Existem dois livros ótimos sobre estes assuntos um é o Goth Chic de Gavin Baddeley que é imperdivel para quem gosta do assunto. Ele se aprofunda no e busca referências em todas as épocas e mídias. O outro é “O grande livro dos MANGÁS” de Alfons Moliné que além de identicar os principais mangás conta todas as origens e história. Postei isso neste link http://www.comunidademoda.com/2008/01/o-que-trouxe-para-ler-no-spa.html
    Quanto aos novos termos que estão sendo usados e os sub termos para mim traduzem a mesma tendência. Aqui no blog não gosto de me aprofundar muito nos assuntos e sim colocar referências de minhas pesquisas. Quando mexemos com assuntos que refletem diferentes “tribos” geramos assuntos polemicos. O Blog é para isso. Um caminho de pesquisa, conhecimento e principalmente informação. Estou aprendendo junto com todos.

  8. Comunidade Moda

    Cláudia,

    Coloquei no final do texto um amplo glossário com todas as definiçÕes que achei.Se vc tiver mais algumas seria interessante vc colocar.

  9. siusi

    é mesmo….. da vontade de desenha-las

  10. Anonymous

    Olá. Nessa postagem sobre Lolita e inspiração japonesa vi vários erros, muitos deles exemplificados pela Cláudia. Pediria um pouco mais de pesquisa sobre o assunto (sei como a falta de fontes confiáveis é um empecilho!). Aqui vai um site ótimo para a pesquisa sobre o tema: http://roriita.multiply.com/ . Perdão pelo comentário um tanto incompleto, estou sem tempo. Obrigada pela atenção, apreciei bastante seu modo de aceitar críticas construtivas!

  11. Amanda

    http://roriita.multiply.com/
    ;D é o site mais completo (e correto) em português sobre lolitas

    Realmente possui muitos erros, há muitas fontes não confíaveis, mas acredito que uma pesquisa mais ampla esclareceria muita coisa :D
    Pelo que eu vi você pesquisou principalmente por meio de matérias (estou certa?), caso tenha sido assim é fácil compreender grande parte dos erros já que as matérias em si pecam muito u_u

    Vou apontar aqui diversos erros que eu encontrei, levando em consideração do que conheço do assunto:

    1 – Gótica e Lolita
    1.a)não é se deve traduzir os termos Gothic Lolita sendo que até no Japão onde a língua oficial não é o inglês, assim é classifica esse subestilo;
    1.b)O termo certo é Gothic Lolita, sem o E no meio, o E vem da revista Gothic e Lolita Bible, mas é devido a revista não ser apenas lolita;
    1.c)É errado classificar a moda como Gothic Lolita, a moda é Lolita, Gothic Lolita é apenas um subestilo;

    2 – Calções Folgados – Lolita utiliza apenas saia, nada de calças, até mesmo meninos que utilizam a moda lolita tem que utilizar saias, estilos que usam calça e igualmente japoneses são ouji e dandy sendo outros estilos que não lolita;

    3 – Gwen Stefani – ela não tem nenhum estilo especifico de Harajuku, muito menos lolita, ela apenas se inspirou nas modas de lá, criando um estilo próprio, creio que o fato de muitas lolitas não gostarem é de pessoas não gostarem, seja porque outras pessoas rotulam as roupas da Gwen Stefani como lolita e não são. Teve até um comentário de uma menina dizendo que não gostou da roupa dela por estar corrompendo o estilo, Lolita é um estilo de roupa restrito e com regras, lolita não é uma tribo, é roupa, porque você não tem que ouvir uma música especifica ou agir do mesmo modo que as outras, sendo apenas roupas ela tem regras a ser seguida para não descaracterizar o estilo. Lolita tem o objetivo de parecer meiga e recatada, nunca sensual.
    (Foi mais um esclarecimento do que correção :D )

    4 – Amy Lee – nunca vi ela usando roupas lolita, no máximo inspiradas no estilo e provavelmente ela nem teve a intenção.

    5 – “iniciou-se no meio dos anos 90 entre as estudantes japonesas inspiradas pela banda Malice Mizer e em particular por Mana” – O estilo começou, na verdade, nos fins da década de 70, inspiradas em parte na cultura ‘kawaii’ (fofa ou adorável) japonesa e na nostalgia de outros tempos. Mana não criou o estilo e nem esteve ligado a formação dele, mas sim ele foi quem mais divulgou, ele pode ser colocado como divulgador mas não criador ou ajudar a criar, o estilo já aparecia nas ruas com esses moldes bem antes do Mana.

    6 – “O visual pegou como parte da cultura “cosplay” japonesa” – A moda lolita nada tem a ver com cosplay, porque cosplay é fantasia, e lolita é moda, ninguém que usa lolita tem a intenção de estar fantasiado. Os mangás e animes (de onde as pessoas fazem a maioria dos seus cosplay) são os que se inspiram na moda lolita, não o inverso.

    7 – Gótica e Lolita, Doce Lolita, Elegante Gótica Lolita e Estudante Lolita – Mais um vez, não se deve traduzir os temos e Gothic Lolita não deve conter o E no meio. Elegant Gothic Lolita não é um subestilo, na verdade é o nome de uma das linhas da grife do Mana, a Moi-même-Moite. Estudante Lolita não existe e nem algo parecido. As subdivisões mais aceitas podem ser encontradas aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Loli

    8 – Maquiagem Pesada – Lolitas não utilizam maquiagem pesada, o que acontece é que o Mana é um artista e como tal adaptou o estilo para si, utilizando pancake branco e afins. Porém maquiagem pesa é má vista.

    Fantasias – Lolita é moda, não fantasia. Nenhuma lolita gosta quando dizem que o que usam são fantasias, essa não é a intenção.

    9 – Mangás, Animes e Cosplay – Como disse lá atrás é errado associar lolita com mangás, animes e cosplay como se fossem inspiradas neles. Mangás, Animes e cosequentemente cosplay que se inspirão na moda lolita e não ao contrário, inclusive algumas lolitas não gostam de ir a eventos de animes com medo dessa associação.

    Na última parte você colocou certas coisas que estão em si corretas, porém não entendi como lendo elas deve certos erros em outra parte =/

    Como vi você aceita bem críticas, o que é realmente bom, hoje em dia existe realmente muitas fontes ruins e recheada de erros. Desculpa meu post enorme, mas honestamente espero que tenha lido, eu como adepta do estilo acho que a popularização não é ruim, mas deve ser correta para não haver descaracterização, como disse é um estilo com regras se sair delas deixam de ser lolita. Obrigada pela atenção!

    Aconselho do site que te passei:

    Os 10 mais famosos/infames mitos sobre Lolita (e a verdade sobre eles) – http://roriita.multiply.com/reviews/item/4

    [mini] Lolita FAQ~ – http://roriita.multiply.com/reviews/item/1

  12. Comunidade Moda

    Oi

    Quero deixar uma coisa bem clara sobre a comunidade moda. O Blog é um site de inspiração e informação. Não tenho a pretensão nem o conhecimento para transcrever textos academicos sobre todos os assuntos.
    Em Outubro vai acontecer o Colóquio de Moda que vai ser em Novo Hamburgo, não sei se vcs estudam moda , mas, se vcs estudarem, aconselho a apresentarem um trabalho sobre o tema. O Colóquio tem como objetivo, gerara conteúdo catedrático sobre moda. A Comunidade Moda é uma fonte de inspiração para todos e seu principal conteúdo vem do que meus olhos veem e que minha camera cpnsegue fotografar. Isso tudo eu disponibilizo aqui neste espaço.
    Não quero mexer com tribos e nem entrar a fundo nestes detalhes, mas por coincidencia acabei de ler dois livros que já indiquei aqui na comunidade. Um sobre a origem dos mangás e outro da tentencia g’;otica lolita.
    Se for para discutir este temas temos que ir a fundo na cultura japonesa e esta atitude ego trangressora de uma juventude que por milenios foi podada e agora ela da seu grito de liberdade explorando a moda. Isso aconteceu com os Hippies os punks. Vivienne Westwood esta aí cada fez menos punk (mas não menos louca)criando uma moda linda.
    A Comunidade é isso, um espaço aberto a inspiração.
    Paulo Fernando

  13. Anonymous

    Compreendo que o blog é fonte de inspiração; entretanto, me decepciono ao saber que existe gente que, mesmo tendo ciência que a fonte não prossegue, persiste em difundir conceitos errados.

  14. Miyu

    entendi que o blog é um site de informação, mas…muitas das informações nesse post estão erradas. entao, dá a impressao que não dá pra confiar muito nas outras informaçoes do blog, sobre modas que nao conheço.

    não é preciso escrever algo acadêmico…
    na verdade nao entendi direito a sua justificativa, nao é preciso entrar em detalhes minuciosos ou se preocupar com tribos, até porque como já foi dito, gothic lolita nem é uma tribo. mas falar de lolita, roupas lindas, como se fosse ‘fantasia’, realmente nao foi legal; e sim, faz parecer que, apesar de ter lido esses dois livros, você nao entendeu muito sobre o assunto (nao que eu espere que origem dos mangás vá explicar muito sobre gothic lolita).

    gostei muito do comentário da amanda a respeito dos erros, ela explicou direitinho mesmo.

    espero que tome os comentários críticos como fonte de inspiração pra melhorar o blog cada vez mais.

  15. Acho que vou contra para a maioria dos comentários aqui.
    Concordo com o pessoal do blog quando dizem que é apenas um sistema de informação e inspiração.
    Concordo que esse estilo está ganhando mais espaço na midia, e maior reconhecimento a partir de momentos onde mais pessoas usam.
    Eu particularmente adoro me vestir assim de vez em quando. Mas também não gosto de rótulos. Mas entendo que esses rótulos são ou para leigos, para melhor entender a mistura de estilos, e para estudiosos que estudam a fundo.
    No meu pos eu fiz um trabalho sobre esse assunto, e quando se pesquisa a fundo é muito legal saber da onde veio e todas as suas regrinhas, porém eu acho que se vestir, usar roupas não deveria de ter regras.
    E concordo também com o pessoal do blog, quando pegaram diferentes estilos mas parecidos e colocaram tudo em um mesmo artigos, isso para mostrar para os leigos que não entendem muito que essa moda está crescendo a cada dia.
    Agora se cada um que leu e gostou da matéria, provavelmente irá procurar mais informações a fundo sobre esse estilo. Até porque esse é um blog que fala de moda em geral, e não de um assunto especifico.
    È muito fácil criticar os outros, se alguém acha que está incompleto, ou com muita mistura de informações, então que faça um artigo que considere melhor, e mande para o pessoal do blog, ou publique em outros blogs de moda e apenas forneca o link.

  16. Paulo meu amigo, mestre, pai.. quanto estudante de modinha pedante aqui Jesus. manda ir passear tudo. kkkkk ou melhor manda ir toma no meio do c.
    kkkkkkk bjo.

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